Deep Purple - 10/10/2011
Written by Valdir Antonelli Wednesday, 12 October 2011 00:11
O show do Deep Purple, que rolou nesta segunda-feira, dia 10, no Via Funchal, em São Paulo, pode ser resumido da seguinte forma: Solos intermináveis, plateia lotada acima do tolerável, calor infernal e, infelizmente, um Ian Gillan com cada vez menos voz.
E, isso que coloquei acima, dói no coração. Já perdi a conta de quantos shows assisti da banda, em nenhum deles saí decepcionado – nem mesmo a insistência em colocar músicas novas, quando o público quer os clássicos, chegava a atrapalhar devido a qualidade das canções. Mas nesse, não teve jeito. Foi difícil ficar até o final. Foi irritante não conseguir ver o show decentemente, e foi muito triste ver que o Gillan não agüenta mais um show inteiro.
A banda entrou no palco com 15 minutos de atraso e compensou os fãs com Highway Star e confesso que me animei, afinal, não é todo grupo que “queima” um de seus maiores clássicos logo de cara. Mas o balde de água fria veio rapidamente. Hard Lovi’n Man e Maybe I’m a Leo, desconhecidas do grande público, e até de alguns fãs mais ferrenhos, entraram na seqüência.
Tudo bem, foi só o começo do show, e a quarta canção também foi um clássico: Strange Kind of Woman. Tudo bem, se não tivéssemos que esperar outras quatro canções, mais um solo longo de guitarra, para ouvirmos Lazy. Ainda bem que Knocking at Your Back Door veio logo depois.
Mas não tem jeito, o set list foi muito mal construído. Logo depois de Knocking at ... outra desconhecida, mais um solo longo de teclados e, só depois, Perfect Strangers. Pelo menos, o final do show – antes do tradicional bis -, animou aos mais de 5 mil fãs. Na seqüência tivemos Space Truckin’ e Smoke on the Water, mas, não sem antes, mais um solo de guitarra quebrando o clima.
E o bis? Going Down, Hush, mais um solo, agora de baixo, e Black Night, encerrando a noite depois de aproximadamente duas horas de apresentação.
Os mais radicais podem não concordar com que escrevi, mas um show com 21 canções, de uma banda cheia de clássicos, com apenas nove canções que realmente fazem o público cantar e gritar, é deprimente. Onde foram parar Fireball, Burn, Sometimes I Fell Like Screamin e Woman from Tokyo? Mas fica claro, assim como no show de 2009, que o setlist foi montado para que Ian Gillan tivesse tempo pra descansar e respirar.
Outro ponto a ser destacado, mas em relação ao próprio Via Funchal. A casa é uma das melhores de São Paulo, com boa localização e espaço razoável. Apesar disso, é inadmissível aceitar que a casa, que afirma em seu próprio site, prezar pelo conforto da pessoas, permita uma apresentação com tanta gente. Mais absurdo, ainda, é ver que o pessoal da pista Vip tinha espaço de sobra para circular. Pra piorar, o ar condicionado não deu conta de tanta gente (ou nem estava ligado), contribuindo para o grande número de pessoas que “viram” o show da enfermaria.
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Fotos por Stephan Solon/Via Funchal
Set List
1.Highway Star
2.Hard Lovin' Man
3.Maybe I'm a Leo
4.Strange Kind of Woman
5.Rapture of the Deep
6.Mary Long
7.Contact Lost (Featuring Steve Morse Solo)
8.When a Blind Man Cries
9.The Well Dressed Guitar
10.Lazy
11.Knocking at Your Back Door
12.No One Came
13.Keyboard Solo
14.Perfect Strangers
15.Space Truckin'
16.Guitar Solo
17.Smoke on the Water
Encore:
18.Going Down
19.Hush
20.Bass Solo
21.Black Night

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