Moby - 23/04/2010
Written by Valdir Antonelli Sunday, 25 April 2010 15:49
Moby havia prometido, em entrevistas, dar aos fãs brasileiros o que eles realmente queriam ouvir. E foi exatamente isso que ele entregou nesta sexta-feira, dia 23, no Credicard Hall, quase duas horas de hits, que levaram o pequeno público ao êxtase e a esquecer o longo atraso para o começo do show.
Antes, porém, os curitibanos do Copacabana Club, com um misto de punk e música eletrônica, que em muitos momentos lembrou o Cansei de Ser Sexy, conseguiu preparar o clima para a apresentação do novaiorquino, e parente de Herman Melville, autor do clássico da literatura mundial Moby Dick.
Neste momento começa a demora, o Copabacabana Club deixou o palco por volta das 9h45 e, no lugar do Moby uma dupla de DJs “tocou” por cerca de 45 minutos. Sinceramente? Alguém estava realmente interessado em ouvi-los? Para ajudar, uma pequena pane elétrica ainda contribui para que a apresentação principal começasse apenas as 23h30. Ou seja, uma hora e meia de atraso em relação ao que foi divulgado para os fãs.
Claro, as vaias foram rapidamente substituídas por gritos e aplausos assim que os músicos de apoio de Moby entraram no palco. Diferentemente do show de 2005, quando passou por aqui para divulgar o álbum Hotel, o músico não decepcionou quem queria ouvir suas canções mais eletrônicas, mas caprichou no peso em covers como Walk on the Wild Side, de Lou Reed, e Whole Lotta Love, do Led Zeppelin, que sequer estava no set list distribuído para a imprensa, e mostrou seu lado guitar hero ao tocar sua guitarra com o pedestal do microfone.
Navegando em diversas vertentes da música – o músico fez a música eletrônica deixar as raves e atingir o grande público com Play, virou “roqueiro” em Hotel, e foi punk na adolescência – Moby tinha uma missão complicada, dosar todos os seus sucessos, de diversos estilos, em duas horas de show. Atingiu seu objetivo facilmente. Hits como Bodyrock, Go e Porcelain se deram muito bem ao lado de Why Does My Heart Feel So Bad?, talvez uma das mais lindas canções já feitas, e Honey.
Da mesma forma, a base pré-gravada não impedia que o músico viajasse em seus solos de guitarra, obrigando sua boa banda de apoio a ficar de olhos bem atentos no que ele fazia, pra não ficarem fora do tempo da música ou acabarem antes da hora.
Mas a grande diferença entre o show deste sábado e o de 2005 é que Moby está cada vez mais solto no palco, cantando mais livremente – apesar de muito discreto – e se comportando como um astro do rock ao correr por todo o palco, bater palmas, gritar e incentivar os fãs a cantarem junto com ele ou com Joy Malcolm, backing vocal, que, em boa parte do show, assume os vocais principais.
A turnê de Moby no Brasil passou por cinco cidades e acabou neste sábado, dia 24, no Rio de Janeiro. O músico, agora, prepara o lançamento do álbum de remixes Wait for me: remixes, que traz duas faixas remixadas por brasileiros, o DJ Gui Boratto e a dupla Mixhell, formada por Layma Leyton e Iggor Cavalera, ex-baterista do Sepultura.
Fotos por MRossi
No álbum, fotos por Valdir Antonelli
Set List
"A Seated Night"
"Extreme Ways"
"Mistake"
"In My Heart"
"Bodyrock"
"Go"
"Why Does My Heart Feel So Bad?"
"Pale Horses"
"Porcelain"
"We Are All Made Of Stars"
"Flower"
"Walk On The Wild Side"
"Natural Blues"
"Raining Again"
"Disco Lies"
"The Stars"
"In This World"
"Lift Me Up"
"Honey"
"Whole Lotta Love"
"Feeling So Real"

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