Entrevista Credence Cover

Attention: open in a new window. PrintE-mail

DropMusic: Como surgiu a idéia de fazer um trabalho cover?
Credence Cover:
Bem, pra falar a verdade, tudo começou em meados de 1989, onde começamos a desenvolver um trabalho cover da Banda Creedence Clearwater Revival, em proporções acústicas, para depois, tornar-se uma banda cover.

DropMusic: Antes disso, tentaram fazer um trabalho próprio, de canções inéditas, ou sempre tiveram em mente o trabalho cover?
Credence Cover:
Sim, todos da banda ja tentaram trabalhos próprios, e até hoje em dia tem músicos que passaram pela banda e ainda continuam tentando, acho que é aquela " luz no fim do tunel, sabe..."

DropMusic: Como fica a identidade diante de tanta semelhança de voz e imagem ?
Credence Cover
: Bem,  realmente nos Shows a semelhança torna-se bem visível e incontestável, pois os adereços usados, juntando-se com as roupas e finalmente a Voz irradiando Energia, ou seja, tudo isso somado aos trejeitos, resultam em uma total semelhança com o Artista Oficial, entretanto, acredito que todos esses fatos, não teriam resultado de impacto final, se realmente não transbordasse de dentro do artista cover, uma vontade na qual fizesse juz a todo esse ritual para desaguar no ilustrissimo público amante de seu ìdolo.

DropMusic: Eles são, respectivamente, seus grandes ídolos ou foi uma coincidência feliz parecer fisicamente e ter uma voz idêntica à deles?
Credence Cover:
Tenho também outros artistas, de generos variados dentro do Rock´n´roll e Country, os quais acho bem legais, em relação ao John Fogerty, especialmente,  acho que foi pela voz mesmo, porque o resto veio meio que por acaso, aos poucos.

DropMusic:  Como é a receptividade do público nos shows? Não posso perguntar se são confundidos porque os trêes já se foram, mas se eles ainda estivessem aqui, com certeza seria criado uma confusão mental no público que os assiste. Concordam?
Credence Cover:
A cambada fica toda doida, pode ser os mais velhos ou até os novos, motoqueiros..., enfim, o que vale é você estar no clima, nesse clima de Country Folk, de preferencia com uma garrafa de "Jack Daniels" do lado, (risos) ai fica tudo bem climatico, ou seja, quero dizer que todos curtem muito, pedem autográfos, e claro que no meu caso, sendo o "Artista Oficial " bem vivo ainda, e tocando e cantando por ai, todos sabem que o que faço, é apenas um trabalho Cover, relacionado a divulgação do som, e não a perpetuação da imagem.

DropMusic: Como vocês analisam a respeitabilidade e a credibilidade desse  trabalho tão perfeito que realizam?
Credence Cove
r: Ja trabalho com bandas cover fazem muito tempo, como você pode saber, em cada Show, cada cidade, é uma história diferente, as vezes boa, as vezes legal, a vezes não, enfim, existem altos e baixos também, como em todo tipo de trabalho, só que diretamente esta ligado a pessoa, então quando vai bem, agente fica bem, e quando vai esquisito, agente também fica esquisito, falo isso pelo resultado dos Shows.

DropMusic: Vocês fizeram algum laboratório, como fazem os atores, para compor  "o personagem", ou vocês têm naturalmente semelhanças de personalidade, comportamento, conceitos, com os ídolos que interpretam no palco? Há dificuldades para exercer essa função?
Credence Cove
r: Um pouco de tudo isso, acho que no meu caso é uma composição ao longo do tempo que estou nessa praia, eu gosto do que faço e gosto ainda mais quando proporciono  junto com a banda, alegrias  e sentimentos a todos. Algumas dificuldades, no sentido geral, são encontradas, do tipo, no meu caso, com o artista ainda vivo, tenho que seguir também sua linha de trabalho individual (solo), e também nos shows quando agente tenta fazer um trabalho legal de som e tudo mais, entretanto ,  no local de show,  as vezes não é possivel desenvolver tal resposta, em virtude de equipamentos não tão bons ou acomodações irregulares, as que foram solicitadas,  isso tudo dificulta o Feeling do resultado do trabalho musical, mas fazemos sempre o possível pelo melhor resultado.

DropMusic:  Qual é a sensação de estar na pele de um grande ídolo? Seria a mesma se o trabalho de vocês fosse inédito ou a fantasia torna o glamour especial?
Credence Cover:
Muito legal, é algo atípico, inexplicável, acho eu. Acredito que cada trabalho tem seu resultado diferente: o próprio creio eu, traria uma satisfação real do fundo do coração, e despejaria sentimentos os quais nem saberia agora descrever, e , o cover, com certeza é uma satisfação de poder curtir o que você gosta de fazer, e poder transmitir para outras pessoas, as vezes, pessoas que nunca poderiam ver e ouvir ao vivo tal acontecimento, não acredito ser então uma fantasia, porque ela é real e acontece, não é abstrata, é concreta, e por isso respira e tem sentimentos.

DropMusic: Recebem carinho e apoio dos fãs dos ídolos originais ou existe animosidade por ciúme, algo desse tipo?
Credence Cover:
Muito carinho, apoio, sempre procurando trocar idéias. Somos recebidos nas cidades em que tocamos, com bastante afinco, elas  oferecem até coisas para nós, tipo: almoço, ficar mais tempo na estadia ou na casa de alguem para prorrogar a pousada e poder curtir melhor, e também pedem coisas, tipo: palhetas, baquetas, bonés, tudo o que puderem obter de recordação, é realmente bem irada essas atitudes, e nos deixam orgulhosos da profissão.

DropMusic:  Como é o relacionamento de vocês com os outros artistas que fazem trabalhos inéditos, quando se encontram em dfestas de prefeitura, exposições, etc, principalmente em relação àqueles que passam por muitos obstáculos para divulgar seu trabalho, enquanto que vocês já tem um produto pronto, divulgado e aprovado para oferecer? Rola inveja, ciúme?
Credence Cover:
Olha, agente sempre tenta fazer com que role legal, mas as vezes, rola algum tipo de lance que fica esquisito, do tipo, aquele lance na passagem de som que não rolou legal(tipo o técnico ou alguém da produção do show, deixou de dar atenção certa), ou quando o  contratante não consegue divulgar o show direito e bota a culpa na banda, como acontece bastante em casas de shows, ou quando o cara que deveria pagar o show antecipadamente, some coma grana, dificultando o acerto , enfim, tocar significa em resultados diversos, os quais a banda e o empresário devem estar sempre "com a pulga atrás da orelha", de olho em tudo, para não ser passado para trás. Obrigado pela oportunidade de poder participar desta entrevista. valeu...

Por Marcia Sampaio

Facebook

AGENDA

<<  February 2012  >>
 Mon  Tue  Wed  Thu  Fri  Sat  Sun 
    1  2  3  4  5
  6  7  8  9101112
13141516171819
20212223242526
272829    

NEWSLETTER

Deixe seu nome e e-mail para receber nossa newsletter.