A volta

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O que você prefere? Van Halen com David Lee Roth ou com Sammy Hagar? Esqueçam Gary Cherone, esse foi um erro de percurso da banda. Essa é uma pergunta importante para descobrir se o novo álbum do grupo passará pelo seu crivo ou não.

Independentemente do que você respondeu, é bom ter em mente que esse novo disco tem muito  daquele velho Van Halen que criou clássicos com o Jump e Panamá, mas também poderia ter sido lançado na fase Sammy Haggar que não faria feio, com exceção aos gritinhos que Dave solta pelas faixas, principalmente em She’s the Woman, que só estão ali para os fãs terem certeza de quem é o dono do microfone.

Feitas essas pequenas explicações, a verdade é que esse disco é bom, principalmente quando comparamos ao assustador Van Halen III, aquele com o ex-vocalista do Extreme.

Com 13 faixas, A Different Kind of Truth, mostra um Van Halen tentando provar que não envelheceu – ainda mais que se passaram 14 anos do lançamento de Van Halen III. A dura tarefa tem como “complicador”, exatamente, a presença de David Lee Roth. Seu último disco com a banda foi o disco 1984, ou seja, 28 anos atrás, e é difícil deixar de lado alguns de seus tiques vocais.

Acontece que não adiantaria nada para David se esforçar e não soar como na década de 1980, se Eddie Van Halen não tivesse atualizado seu som. E não deve ser fácil para Eddie tentar fugir do que fazia lá atrás. Para muitos fãs, se apostasse em um som “datado”, o disco seria perfeito, mas o risco de perder os outros fãs, aqueles que começaram a curtir a banda com Sammy Hagar seria enorme.

Apesar disso, o novo álbum remete para os últimos discos do Van Halen, principalmente ao Balance, último com Sammy Hagar - Tattoo, You and Your Blues e China Town poderiam ter entrado neste disco – o trabalho não parece ter parado no tempo. O frescor em arranjos como os de As Is e The Trouble With Never deixam esse 12º álbum de estúdio da banda com um ar verdadeiro de novidade.

Para sorte dos fãs, A Different Kind of Truth, caso os egos de Eddie e David não entrem em rota de colisão, pode ser apenas o primeiro passo para um grande disco no futuro, até porque o álbum não traz nenhuma grande canção. Não há nenhum grande hit, daqueles que obrigatoriamente entram na programação daquela rádio rock que você ouve por não ter outra opção. Por enquanto, essa reunião rendeu “apenas” um bom disco de hard rock, o que não é pouco, mas que poderia ter sido melhor.

Álbum: Van Halen - A Different Kind of Truth
Gravadora: Interscope (importado)
Ano: 2012
 

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