Hulk Hogan está de volta aos ringues...

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...e o que isso tem a ver com o meu artigo? O que um ícone da luta-livre americana tem a ver com um texto sobre música? Bem, como vocês verão ao longo destas linhas virtuais, ele serve como uma ótima analogia para o que se nota na nossa música brasilis. E aqui eu incluo tudo o que cerca o nosso mercado musical. Shows internacionais, venda de cds. Rádio, DVD, etc.
 
A agenda de shows deste ano está marcada por retornos aos palcos. Triunfais ou não. Tivemos Cranberries, em uma das apresentações mais elogiadas até então. Isso mesmo com músicas faltado no set list. Tivemos o Metallica pisando novamente em solo brasileiro, depois de onze anos de muita conversa, polêmicas e a sombra de um sapato que bateu ou em Kirk ou em James (Eu não estava lá em 99). Vimos também o Sepultura voltar à boa fase com “A-Lex”. Além deles, tem também o retorno do Guns and Roses. Ou melhor, do projeto solo de Axl Rose, como alguns fãs mais radicais gostam de chamar. Para mim, ainda é o Guns. Resta saber se ao vivo vai ter o mesmo pique das épocas de ouro da banda. Assim como Hogan, Axl é um cara que não desiste. Levou mais de dez anos compondo, escrevendo e gravando “Chinese Democracy”. Muitas das coisas que fez foram descartadas ou consideradas patéticas. No caso do nosso careca-cabeludo-barbudo lutador, ele se aposentou dos ringues. Ficou um tempo fazendo reality shows. Resolveu voltar e ajudar no crescimento da TNA. Balançou um pouco as estruturas da WWE, mas ainda resta saber como vai ser o resto do ano.
 
Quem também retornou, mas às prateleiras foi o vinil. Com a consolidação do cd, os bolachões ficaram ultrapassados. Viraram relíquia, daquelas compradas em sebo para nostálgicos ou raridade para colecionadores. Continuou sendo vendido nas pequenas galerias, com as gravadoras fazendo edições especiais, a custos altíssimos. Mas algo mudou. Com a perda do poder do cd perante às pessoas e a falência de algumas gravadoras, a solução foi inovar buscando algo que não é tão inovador assim. Mas, que dá resultados seguros. Um exemplo: o Muse ganhou um prêmio na Inglaterra por ter a melhor capa de um disco em vinil. Várias bandas grandes estão apostando neste segmento. Talvez seja a hora de voltar com os vinis. Quem sabe assim, os cds barateiam. Apesar de ser quase impossível essa queda repentina no valor dos disquinhos.
 
Outra que voltou do mundo dos mortos-vivos foi a F-Indy no Brasl. A prova de São Paulo foi bastante complicada. Natural, já que foi tudo organizado em cima da hora, com aquele famoso jeitinho nosso do dia a dia. No fim, acabou sendo uma BAITA prova. Sei que os exemplos talvez não tenham sido dos melhores e que não me alonguei em justificativas e explicações sobre o porquê deles estarem neste meu novo artigo. Nem sempre um retorno é explicável. Há aquele ditado que o bom filho á casa torna. O tal do filho prodígio. Existe também aquele, do filho pródigo, endividado. No meu caso, é um pouco de tudo. Sim, voltei à Dropmusic como o tal do cara brilhante. No meu caso, a Drop me ajudou a conquistar um emprego que sempre quis, no Leitura Dinâmica, da Rede TV. Endividado, porque estou devendo matérias, artigos e resenhas para a Drop, além de claro, dinheiro no banco. E inexplicável porque não há o que dizer, mas apenas celebrar o meu retorno, pra quem sabe voltar aos bons tempos musicais digitais.
 

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