Violeta de Outono
Wednesday, 16 March 2005 21:00
O Grupo, aos poucos, tem músicas de sua demo na programação de algumas rádios alternativas de São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Isso, aliado ao surgimento de diversas casas noturnas, voltadas para a música independente, aumentam o número de apresentações que o Violeta de Outono faz por São Paulo. Ao mesmo tempo a Wop-Bop, loja de discos do centro de São Paulo, cria seu selo e o primeiro lançamento é um disco, com apenas três canções, da banda. O EP é lançado em setembro de 1986 e o grupo se apresenta na Praça do Relógio, na USP, junto com o Ira!, para mais de 10 mil pessoas. O sucesso do EP rende o convite para a banda gravar um álbum cheio pelo recém lançado selo Plug, criado pela BMG e totalmente voltado para as novas bandas brasileiras.
Em 1987, são eleitos como revelação de 1986 pela finada revista Bizz. O grupo ficou em segundo lugar na eleição feita pelos críticos e em primeiro pela feita pelos leitores da revista. Em março, finalmente, entram em estúdio para a gravação do álbum pela BMG/Plug. O disco sai em julho com a regravação das músicas que saíram na demo e no EP anteriores, mais uma versão para Tomorrow Never Knows*, dos Beatles. Gravam, no Observatório Nacional, no Rio de Janeiro, o clipe para Dia Eterno e saem em turnê por São Paulo, Minas e Rio. No final do ano participam do Ensaio Geral, programa da 89 FM, que levava bandas para se apresentarem ao vivo nos estúdios da emissora.
No ano seguinte, novamente, a banda se destaca na votação dos melhores do ano, feita pela Bizz. Violeta de Outono, o disco, fica na segunda colocação, tanto na votação feita pela crítica especializada, quanto na dos leitores. Nesta mesma época assinam com a Wop-Bop, para o lançamento de um EP só com covers. Começam a gravar o EP em maio de 1988, junto com o saxofonista Livio Tragtenberg. O EP traz diversas bandas que influenciaram o Violeta de Outono, como Pink Floyd, Gong, Rolling Stones e Beatles. Em outubro começam a gravar o quarto álbum, segundo pela BMG, com produção de RH Jackson e Fabio Golfetti. O disco vem com novos sons e o uso de sintetizadores, samplers e instrumentos étnicos, mas sem perder a veia psicodélica/progressiva.
O álbum é finalizado em março de 1989, mas o lançamento de Em Toda Parte, é adiado para agosto, coincidindo com o lançamento do cassete The Early Years, que teve apenas 500 cópias. Em outubro a banda começa divulgar o novo trabalho e, ao mesmo tempo, a Wop-Bop lança o primeiro single do projeto solo de Fábio Golfetti, Ópera Invisível. O single do Ópera Invisível, Numa Pessoa Só, é considerado melhor single independente, pelo programa 12 O´Clock Rock, da rádio californiana KPFK. Em novembro tocam no teatro da OSPA e gravam um especial para a TV Educativa de Porto Alegre.
O ano de 1990 começa com uma pausa nos shows da banda, mas o Violeta de Outono trabalha em outras frentes. Um acordo com a Wayside Music, dos Estados Unidos, garante o lançamento naquele país. Em junho, Cláudio Souza deixa a o grupo e é substituído por Cláudio Fontes, que tocava no Faces & Fases e na banda que acompanhava o guitarrista Edgar Scandurra. Com está formação tocam no Circo Voador, no Rio de Janeiro, para 3 mil pessoas.
No ano seguinte, Fábio começa a gravar material para o primeiro álbum do Ópera Invisível, contando com a participação de May East e Renato Mello. Em junho o Ópera Invisível toca ao vivo pela primeira vez, no Projeto Atmosferas, no SESC Pompéia, em São Paulo. No mês seguinte, o Violeta de Outono se apresenta no Aeroanta, ainda com Cláudio Fontes na bateria e com Renato Mello no Saxofone.
Em maio de 1992, o Ópera Invisível toca na Unced-92, em Brasília, contando com a participação de Daevid Allen, do Gong, como convidado. No final do ano Fábio e Angelo começam a trabalhar em novas composições para o Violeta de Outono, que, agora, volta a ter Cláudio Souza na Bateria. Enquanto isso o Ópera Invisível se apresenta no Templo Bar, com Naide Patapas no vocal.
Fábio Golfetti, em abril de 1993, vai para o Nepal, e idealiza seu primeiro trabalho solo, Glissando Spirit, que é lançado pelo selo Low Life. No final deste ano, Fábio apresenta as músicas deste trabalho no programa Clip Independente, da Brasil 2000, junto com algumas versões acústicas para músicas do Violeta de Outono. Violeta que toca na festa de 9 anos da 89 FM. Ainda em dezembro, Fábio se apresenta no Teatro Hall, em São Paulo, acompanhado por uma bateria eletrônica e contando com Angelo Pastorello na programação de luzes e imagens.
No começo de 1994, em fevereiro, Fábio chama Cláudio Souza para uma série de shows do Opera Invisível em Belo Horizonte, no BHRIF. Um novo show do Violeta de Outono só aconteceria em outubro, no Centro Cultural São Paulo, onde a banda apresenta novas músicas, que entrariam no novo trabalho do grupo. A nova demo é gravada em novembro e a música Dedicado a Você, entra na programação da 97 FM, até então uma rádio rock de São Paulo.
Chega 1995 e uma série de ensaios rendem uma nova demo, Rumo Leste, com as músicas Mulher na Montanha, Outro Lado e Total Silêncio. Os clipes para Outro Lado e Dia Eterno entram na programação do Lado B, da MTV. Em junho, a BMG ressuscita o selo Plug e os dois primeiros discos da banda são relançados em CD. Ao mesmo tempo, o selo independente Record Runner, edita o CD Eclipse, que vem com a gravação de um show feito no SESC Pompéia, em 1986, mais as quatro covers lançadas no cassete The Early Years. No mesmo mês a banda mostra o novo repertório no programa Clip Independente, da Brasil 2000 e em três dias no SESC Pompéia, onde comemoram 10 anos vida. Em outubro são convidados para o Halloween Rock São Paulo, onde tocariam ao lado do Zé do Caixão. Toca Sombras Flutuantes, enquanto aguardam a entrada do Zé do Caixão. A apresentação fez parte das comemorações dos 50 anos de carreira do ator. Em novembro entram, novamente, em estúdio e gravam três canções. Mulher na Montanha, Lírio de Vidro e Outro Lado, com a participação de Fabio Ribeito nos teclados e da cantora Eloá.
No ano seguinte, 1996, fazem uma série de shows no Aeroanta, no Teatro Elis Regina, em São Bernardo, e em diversos outros locais, todos com lotação esgotada. Em novembro, tocam na festa de aniversário da Brasil 2000, onde, durante 30 minutos, mostram os clássicos da banda. Em 1997 voltam, depois de 6 anos, a tocar no Rio de Janeiro, ainda com Fábio Ribeito nos teclados. E, em dezembro, se apresentam no Rio Art Rock Festival, onde gravam um CD e vídeo ao vivo, lançado posteriormente pelo selo Rock Symphony Label.
Em 1998 o grupo faz seus últimos shows no Centro Cultural São Paulo, os shows foram gravados, pois poderiam ser as últimas gravações da banda com sua formação original. No ano seguinte o CD Mulher na Montanha, é lançado pelo selo inglês Voiceprint.
Dois anos depois, em 2000, Fábio Golfeti resolve reativar o Violeta de Outono e chama o baixista Sandro Garcia e o baterista Gregor Izidro (hoje no Transistors) para tocarem com ele. Na época os dois tocavam no Momento 68, banda influenciada pelo som do Violeta de Outono. Em março o grupo, com nova formação, toca no Rio de Janeiro e em Duque de Caxias. Se apresentam, em maio, no Musikaos, da TV Cultura de São Paulo, junto com os Inocentes e voltam a se apresentar no Centro Cultural São Paulo em agosto e setembro. Fábio toca em quatro músicas do Ira!, no show feito no Memorial da América Latina. Durante o ano, várias apresentações são feitas, mas a mais importante, foi a de abertura para o show da banda Camel, em março de 2001, no Olympia.
No começo de 2001, têm o disco Reflexos da Noite, lançado em CD. Reflexos traz as primeiras gravações do grupo, feitas pelo selo Wop-Bop. Em março, voltam ao Rio de Janeiro para alguns shows e, no meio do ano, Angelo Pastorello retorna ao grupo. Neste momento o Violeta de Outono começa a trabalhar em novas canções, para um futuro novo trabalho.
Em fevereiro de 2002,começam a gravar algumas músicas, no estúdio El Rocha. As faixas são gravadas em um gravador analógico e em uma mesa de som antiga. Gravam 10 canções, incluindo uma nova, chamada Mahavishnu. Durante o ano fazem vários shows por São Paulo, até que,em novembro, abrem para a banda Focus, no Directv Music Hall. Um novo guitarrista, Ulisses Rocha, entra no grupo, e toca em algumas músicas. No mesmo mês a banda vai para Goiânia, onde se apresenta pela primeira vez, ao lado de várias bandas independentes.
Em 2003, março, o grupo é convidado para se apresentar ao vivo na AllTV, a primeira TV via internet do Brasil e são chamados, novamente, para abrir o show da banda Focus. Entre maio e junho deste ano, voltam ao estúdio, onde gravam 13 novas faixas, entre elas a música Ilhas. Algumas são masterizadas e três entram em um EP, com edição limitada, chamado 2002/2003 Sessions EP, entre os convidados aparecem a vocalista Naide Patapas, o percussionista João Parahyba e o tecladista Fábio Ribeiro, do Shaman.
Em agosto do mesmo ano, Cláudio Souza, baterista original da banda, volta ao Violeta e o grupo volta a ensaiar. Em outubro acontece o primeiro show, depois de cinco anos, com a formação original. No mês seguinte, se apresentam no Rio Art Rock Festival, tocando no primeiro dia do festival, ao lado dos argentinos do Alas e de Sérgio Dias. No final do ano, tocam mais uma vez na Brasil 2000 FM e apresentam algumas músicas que entrarão no futuro novo álbum da banda.
Chega 2004 e continuam fazendo shows por São Paulo e Rio de Janeiro, além de gravar material novo. Não há previsão para que um novo disco seja lançado.
Por Valdir Antonelli (fonte: www.violetadeoutono.com.br)
* Nota do Editor: Uma das melhores versões já feitas para esta música.




