Gotan Project
Tuesday, 29 May 2007 21:00
O DJ francês Phillippe Cohen-Solal foi o fundador do grupo. Compositor, particularmente de música house, se junta ao suíço Christoph Müller, conhecido das eletrônicas sofisticadas. Em 1995 começam a trabalhar como produtores e engenheiros de som e criam a editora "Ya Basta!".
Em 1998, conhecem o guitarrista e cantor argentino Eduardo Makaroff, que vive na França desde 1990, e como Cohen-Sosal tem um passado de compositor nas áreas de cinema e televisão. Em Paris, Makaroff é o chefe de orquestra do “Club Tango de la Coupole”.
A união de paixões sobre música eletrônica e latino-americana permitiu os primeiros ecos no planeta sobre uma fusão inovadora. Entre 1996 e 2000, juntam as experiências de Boys from Brazil, PCS Mind Food, Fruit of the Loop ou Stereo Action Unlimited que prefiguram os Gotan Project, ao fundirem a música eletrônica com os sons do Brasil.
A procura de um som para um projeto a três, que incluísse a música dub jamaicana e o bandonéon argentino, que Piazzolla tanto ajudou a divulgar, deu origem à invenção do cibertango. Construíram pontes entre rítmos totalmente diferentes, criando uma formação musical radical. Ao mesmo tempo em que empregaram a habilidade da música dub, remodelaram o tango, retendo sempre a sua beleza original.
Revancha del Tango Os dois primeiros singles lançados: “Vuelvo al Sur” e “Capitalismo Foraneo” fazem grande sucesso tornando-se clássicos imediatos nas mãos de DJ’s europeus. Em seguida, a execução de “Tríptico” e “Santa Maria (del Buen Aire)” impulsiona o trio a lançar, em 2001, o seu primeiro álbum Revancha del Tango, que vem com as produções originais do grupo, envolvendo música folclórica argentina de todo tipo e não somente tango, além de remixes de DJ’s de peso como: Peter Kruder, Tom Middleton e High Priest do Anti Pop Consortium.
Em Lunático são os mesmos, porém diferentes, já anuncia o primeiro single do CD: “Diferente”. Neste CD são os únicos compositores de temas melódicos, inspirados pelo maior de todos os tempos: Carlos Gardel. “Lunático” traz o reforço do pianista Gustavo Beytelmann, músico argentino que vive em Paris há mais de 25 anos, que contribui com arranjos de cordas, violinos e violoncelos, gravado no místico estudio Ion, em Buenos Aires, resultando em um disco com vibrações acústicas de grande qualidade e contorno mais cinematográfico. Lunático multiplica os discursos, desde as palavras pronunciadas por Cáceres, desde aquelas proclamadas por Jimi Santos – reivindicando as raízes negras da Argentina – até o tango “rapeado”. Sem esquecer das canções doce-amargas que interpreta Cristina Vilallonga.
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