ZZ Top
Written by Valdir Antonelli Monday, 26 November 2007 21:00
Os
dois primeiros trabalhos tinham forte influência do blues de raiz e
também carregavam no humor, tipicamente texano, e serviram para a banda
começar a ganhar fãs, principalmente com o lançamento do single de
Francine, do álbum Rio Grande Mud, o segundo disco da carreira. Seu
terceiro disco, Tres Hombres, ganhou destaque nos Estados Unidos devido
ao sucesso da canção La Grange,
que traz um dos riffs de guitarra mais conhecidos hoje em dia, baseado
no da canção Boogie Chillen, e John Lee Hooker e que mostraria aos fãs,
pela primeira vez, a mistura entre blues, country e rock que fariam do
ZZ
Top uma das bandas mais respeitadas do rock norte-americano. Com o
sucesso, o ZZ Top faz sua primeira grande turnê, chamada Worldwide
Texas Tour, quando chegaram a tocar para mais 85 mil pessoas em um show
no Memorial Stadium, da Universidade do Texas - este foi o único show
de rock
feito no estádio, já que a Universidade declinou de novos concertos no local.
Dois anos depois, em 1975, o trio lança Fandango. O álbum vem com um lado com canções inéditas e o outro com músicas gravadas ao vivo. O trabalho já mostrava uma banda cansada e com pouca inspiração, algo que ficou claro em Tejas, quarto álbum do ZZ Top e considerado um dos mais fracos do trio. Cansados da longa turnê, que já durava três anos, e da fraca repercussão do álbum Tejas, o grupo resolve parar por um tempo, voltando apenas em 1979 com o ótimo Deguello.
Com o lançamento de Deguello, outra marca registrada da banda, as barbas compridas, começa a nascer, junto com os óculos escuros e as capas, imagem que ´persegue´ a banda até hoje. A revitalização do trabalho do ZZ Top é evidente, principalmente pelas novas versões de I Thank You, de Sam and Dave, e Dust My Broom, música de Elmore James e a ótima I´m Bad, I´m a Nationwide. Dois anos depois é a vez de El Loco ser lançado, o disco marca a transição da banda que aos poucos deixa de ser um power trio e arrisca alguns arranjos com teclados e sintetizadores.
Eliminator, álbum de 1983, finalmente leva o ZZ Top ao estrelato ao vender mais de 11 milhões de discos. Recheado de hits, como Gimme All Your Lovin, Legs e Sharp Dressed Man, e seus respectivos vídeos, Eliminator mostra a banda sabendo exatamente o que quer fazer ao mesclar tecnologia com o blues e country music. Afterburner, o sucessor de Eliminator, não vende tão bem, mas mantém a aura do grupo com sucessos como Sleeping Bag, Rough Boy e Velcro Fly. Então resolvem que é hora de uma nova pausa.
Cinco
anos depois, em 1990, voltam com Recycler, disco mais pesado que os
anteriores e que deixa os sintetizadores de lado. O álbum não repete o
sucesso de antes, mas uma coletânea de sucessos, lançada em 1991, e a
aparição em De Volta Para o Futuro 3, não deixam a banda ser esquecida. No
mesmo ano assinam com a BMG.
Durante a década de 1990, e pela nova gravadora, o ZZ Top lança os álbuns Antenna, Rhythmeen, XXX e Mescalero, este último em 2003. Pouco tempo antes, o baixista Dustin Hill descobre que sofre de hepatite C. Nenhum dos trabalhos alcançou o destaque dos discos lançados na década de 80 e 70, fazendo com que muita gente pensasse que o ZZ Top havia acabado.
Visite o site oficial da banda.
Por Valdir Antonelli




