Considerados como a tendência dos mundos dos negócios, eles estão em todos os lugares: no varejo, na saúde e agora até nos processos seletivos. Essa é a atual realidade dos chatbots. Eles fazem parte de um segmento que vai movimentar US$ 1,2 bilhão até 2025, de acordo com estudo da Grand View Research.

Queridinhos dos profissionais de RH, o uso dos bots para contratação chegou até a Wavy , empresa do Grupo Movile especialista em mensageria e customer experience. A empresa criou o próprio sistema que ajuda nas contratações. "A partir da primeira triagem começam as interações, que vão desde trocas de mensagens, nas quais os candidatos fornecem informações e vídeos, até a possibilidade de agendar a entrevista presencial", explica Roberta Valezio, Talent Experience Manager na Wavy.

A empresa começou a utilizar o processo agora em 2019 e, logo na primeira aplicação, o chatbot conseguiu fazer uma triagem de mais de 60 profissionais, trazendo os mais assertivos para as vagas. A partir dos aprendizados e aprimoramento da ferramenta, há a possibilidade de expandir a tecnologia para as demais empresas do grupo.

"Percebemos que essa é uma tendência de mercado. É o assistente dos sonhos de qualquer profissional de RH! Eles reduzem as tarefas operacionais dos recrutadores, têm potencial de gerar relatórios e ajudam a operação do dia a dia respondendo perguntas frequentes ao invés de gerar tickets de dúvida. Mas, é importante ressaltar que também precisa ser uma experiência relevante para o candidato", alerta Roberta .

No Brasil, o mercado de chatbots teve alta de 27%, com elevação de 60% no número de mensagens trocadas via chatbots, que passaram de 500 milhões em 2017 para 800 milhões no ano passado. Agora eles fazem parte da rede de apoio tecnológico para transformar a área de RH em um setor cada vez mais estratégico.

A executiva ressalta que o impacto deve ser positivo também para quem busca emprego. A tecnologia dos chatbots chega para derrubar uma barreira existente entre empresa e candidatos. "Passamos a dar chance para que todos efetivamente participem, tornamos o processo menos cansativo e ainda conseguimos dar feedbacks mais rapidamente a todos os candidatos, inclusive os que não vão para a próxima fase, o que é muito difícil sem ajuda da ferramenta em seleções com alto volume de inscrições.", finaliza.

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