A Mobile Time acaba de liberar o Mapa do Ecossistema Brasileiro de Bots - 2017, que aponta a existência de pelo menos 60 desenvolvedores de bots no Brasil, sendo que o São Paulo é o estado com maior cocentraçãop destas empresas, que desenvolvem e comercializam robôs de conversação. O mapeamento foi realizado através de uma pesquisa online realizada ao longo dos meses de outubro e novembro de 2017 e visou O apurar o tamanho desse mercado e algumas de suas características, como as ferramentas mais utilizadas para o desenvolvimento de bots; os modelos de negócios mais comuns; e os canais mais populares para a publicação dos bots etc.

São Paulo é a Meca deste mercado. O estado concentra 68% das empresas identificadas. O Rio Grande do Sul aparece em segundo lugar, com 13% das companhias, seguido por Minas Gerais (5%), Rio de Janeiro (3%) e Santa Catarina (3%). Duas empresas estrangeiras que criam bots em português para marcas brasileiras também foram contabilizadas.

Essas empresas produziram até o momento aproximadamente 8 mil bots que trafegam cerca de 500 milhões de mensagens por mês em variados canais (Facebook Messenger, sites na web, apps móveis, Twitter, Telegram etc). Foram considerados tanto bots construídos sob medida quanto bots produzidos por plataformas selfservice.

Quase a metade (47%) dos desenvolvedores de bots no Brasil são de pequeno porte, com no máximo 10 robôs de conversação produzidos, o que reflete o fato de ser uma indústria nascente no mundo todo. Outros 37% são de porte médio, com uma quantidade entre 11 e 100 bots. Apenas cinco empresas, ou 8% da base, podem ser consideradas grandes, com centenas de bots lançados. E duas são gigantes, com milhares de bots desenvolvidos.

Facebook Messenger na liderança
O Facebook é apontado por 47% dessas empresas como sendo o canal onde lançaram mais bots até o momento, seguido por sites na web (25%). A liderança do Facebook Messenger é explicada pelo esforço da companhia de Mark Zuckerberg em povoar seu aplicativo de mensagens com bots.

Modelo de negócios
O modelo de negócios mais popular é a oferta do bot como serviço, que chamamos de BaaS (Bot as a Service): 50% dos desenvolvedores oferecem essa opção. E 46% cobram por projeto. Há uma interseção entre os dois grupos, pois 13% das empresas respondentes trabalham com os dois modelos. 17% não responderam a essa questão.

Dentro de BaaS estão incluídas as empresas que disponibilizam plataformas self-service de construção de bots e que são vendidas como serviço, o que poderia também ser chamado de “plataforma de bots como serviço”, ou PaaS. Ainda não há uma padronização sobre qual indicador usar na cobrança do bot como serviço. Algumas empresas cobram por usuário ativo, outras por atendimento, ou por chamadas de APIs, ou por retenção.

O ecossistema de desenvolvedores de bots no Brasil é bastante diversificado no que tange a história de cada empresa. Há desde grandes integradores de SMS, oriundos da indústria móvel, até call centers, passando por companhias que se especializaram em serviços de chatbot na web há mais de uma década.

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