Com as restrições impostas pela pandemia, como fechamento de lojas físicas e o distanciamento social (o que implicou em menos pessoas nas ruas), houve um aumento expressivo na participação das vendas online no faturamento das empresas atuantes no varejo.

Segundo a Sondagem do Comércio, elaborada pela Fundação Getúlio Vargas, antes da crise sanitária, o e-commerce representava, em média, 9,2% da receita. E, em junho de 2021, já estava em 21,2%. As vendas online, conforme os critérios do estudo, incluem transações no site, no aplicativo da loja e por WhatsApp.

A sondagem também apurou que 49,7% das empresas não faziam venda online antes da pandemia. Em junho de 2021, caiu para 20,2%. Na prática, cerca de 80% de todas as varejistas consultadas faziam uso de canais digitais em junho passado, número que pode estar ainda maior hoje.

O índice muda de acordo com o porte da empresa. Pela pesquisa, mais de 90% das grandes adotam canais online. Nas empresas de menor porte, esse índice é de 70%. Porém, a presença online do consumidor fez algumas lojas deixarem de ser consideradas pequenas quando olhamos o número de acessos.

Nem tão pequenas
Segundo outra pesquisa “Perfil do E-Commerce Brasileiro”, parceria do PayPal Brasil e da BigDataCorp, o volume de lojas consideradas de médio porte, que recebe entre 10 mil e 500 mil visitantes por mês, teve um crescimento importante de participação, de 2,5% em 2020 para 9,92% do total em 2021.

Pelo levantamento, 83,43% dos pequenos sites de e-commerce no Brasil recebem até 10 mil visitas mensais; no extremo oposto, 6,62% são grandes sites, com mais de meio milhão de visitas mensais. Os 9,92% restantes estão na faixa intermediária: recebem entre 10 mil e meio milhão de visitas por mês e representam o maior crescimento de share em 2021.

Crescimento das mídias sociais
Outro dado interessante dessa pesquisa é que as mídias sociais são adotadas por aproximadamente 70% das lojas online.

O YouTube cresceu em importância na estratégia de divulgação dos e-commerces no Brasil: 45,82% das lojas online utilizam a mídia social, que aumentou sua participação em cinco pontos percentuais em relação a 2020.

A plataforma de vídeos fica atrás apenas do Facebook, usado por 53,96% dos comércios eletrônicos do País. Na sequência vêm Twitter, com 31,10% de participação; Instagram, com 27,84%; e Pinterest, com 5,43%.

Diante desse cenário, não dá mais para pensar em fazer comércio online sem uma boa plataforma omnichannel, que conte com o maior número de canais possíveis integrados e acompanhe todas as tendências do mercado.

E para quem pensa que isso é temporário, uma outra pesquisa mostra que o comércio online já está inserido no nosso cotidiano. Durante o mês de outubro de 2022, a Edelman, agência global de comunicação, realizou a pesquisa “Consumo Online no Brasil” e identificou entre outras coisas, a satisfação do consumidor brasileiro com a experiência de comprar online.

Cerca de 98% dos entrevistados dizem preferir fazer compras online porque são mais fáceis; e mais de 97% admitem que gostam da experiência. Mais de 87% afirmam que as compras online fazem parte de sua vida cotidiana; e aproximadamente 84% explicam que passaram a fazer mais compras e pagamentos online durante a pandemia; quase 72% se autodenominam experts em compras e pagamentos online.

O fato de a maioria preferir o ambiente digital ao físico mostra que as compras passam pelo omnichannel, que terá, cada vez mais, a participação de todos os meios digitais, com ênfase nas redes sociais.

Em relação ao futuro das compras online, a pesquisa destaca que o consumidor brasileiro tem a intenção de incluir, nos próximos cinco anos, ainda mais produtos e serviços em seu cotidiano – como água e luz, entretenimento e educação.

Diante dessas pesquisas, chegamos a conclusão que as empresas que se adaptaram melhor e absorveram rapidamente os impactos neste período de pandemia foram as que já haviam se movimentado nos últimos anos em prol da digitalização do consumo.

E sua empresa, já está pronta para essa demanda.

Francisco O. Pinheiro Neto: é sócio-fundador e CEO da Fortics

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