Em 2014, o e-commerce brasileiro cresceu 24% e faturou R$ 35,8 bilhões graças aos mais de 100 milhões de pedidos realizados, segundo o relatório Webshoppers. O crescimento está acima da média do registrado por outros setores no Brasil e coloca o país como o décimo mercado de comércio eletrônico mundial na lista do eMarketer. Entretanto, se os varejistas incorporarem tendências de grandes centros é possível crescer mais, seguindo o exemplo dos Estados Unidos, que obtiveram um faturamento de US$ 303 bilhões apenas no ano passado.

Confira quatro lições americanas que cabem em nossa realidade:

Experiência do usuário: o consumidor precisa se sentir feliz ao comprar em uma loja virtual e isso inclui mais do que um design atraente e uma fácil navegação. Os principais processos do e-commerce precisam funcionar bem, como gestão e o sistema de pagamento. Quanto mais a empresa facilitar a conclusão do pedido, mais chance tem de fidelizar o cliente.

Omnichannel: os lojistas brasileiros ainda não sabem lidar com o caráter multicanal. Agora, o usuário pode pesquisar no e-commerce e comprar na loja física, ou vice-versa. A marca precisa estar preparada e marcar presença em todos os meios que o público-alvo visita.

Frete: com empresas especializadas no transporte em todo o território, os empresários norte-americanos conseguem realizar uma gestão adequada da logística. No Brasil, esse serviço ainda é limitado e torna-se uma das principais preocupações: levantamento da ABComm com o escritório Viseu Advogados mostra que metade das reclamações na justiça contra um e-commerce está relacionada à entrega de um produto.

Novos modelos: o comércio eletrônico brasileiro ainda é reticente em apostar em novas fontes de receita. Um exemplo disso envolve os clubes de assinaturas. Enquanto este modelo está crescendo somente agora no país, nos EUA já é uma realidade interessante para os empresários, atraindo mais de US$ 300 bilhões de investimento nos últimos anos, segundo a CB Insights.

Luan Gabellini é sócio-fundador da Betalabs

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